Jardim Botânico, Rio de Janeiro, 2024
Para o projeto de interiores, a proposta da escada metálica helicoidal surge como elemento central da composição espacial, atuando não apenas como conexão vertical entre os pavimentos, mas como peça escultórica integrada à linguagem arquitetônica do projeto.
A escada está estrategicamente posicionada sob uma abertura zenital, permitindo que a luz natural incida diretamente no pavimento inferior. O jogo de luz projeta sombras dinâmicas nas superfícies de piso e parede, amplificando a sua presença escultórica no espaço.
O desenho da geometria helicoidal, desenvolvido a partir de um eixo central tubular ao qual são fixados os degraus metálicos em balanço, minimiza a necessidade de apoios periféricos, promovendo leveza visual e liberdade no layout do pavimento térreo. Executada em aço com pintura eletrostática em tom avermelhado, a escolha cromática contrasta propositalmente com a neutralidade das superfícies brancas e com o piso de madeira natural.
A circulação vertical foi repensada e ressignificada, atuando como elemento articulador entre os níveis da residência e o espaço externo. O uso de planos de vidro — tanto nas esquadrias verticais quanto na cobertura — maximiza a entrada de luz natural e dissolve os limites físicos entre interior e exterior. A transparência proporciona um constante diálogo visual com a paisagem montanhosa ao fundo e com a vegetação disposta ao longo do guarda-corpo da varanda, reforçando a conexão com o entorno.
Arquitetura
paula daemon e lis thuller
fotografia
felco
execução de obra
alexandre salles
serralheria
josé carlos e alumarp